" *** SOMOS O QUE ACREDITAMOS E O QUE PENSAMOS, POIS O PENSAMENTO E A PALAVRA SÃO VERBOS.***"

Norma Silveira Moraes  Poesias e C&A

ENERGIA POSITIVA, PAZ E LUZ...

"Muitas Bênçãos de Deus A TODOS."
Textos


ALVARENGA PEIXOTO E BÁRBARA HELIODORA
Bárbara Heliodora

Bárbara Heliodora, em óleo sobre tela encontrado nos porões da antiga Fazenda Boa Vista em São Gonçalo do Sapucaí.
Nome completo Bárbara Heliodora Guilhermina da Silveira
Nascimento. 1759
São João Del-Rei, Minas Gerais, Brasil
Morte 24 de maio de 1819 (60 anos)
São Gonçalo do Sapucaí, Minas Gerais, Brasil
Nacionalidade Brasileiro
Ocupação: Ativista política, mineradora, poetisa

 
 
Foram seus pais o Dr. José da Silveira e Sousa e D. Maria Josefa Bueno da Cunha. Para alguns estudiosos, era descendente de uma das famílias paulistas mais ilustres: a de Amador Bueno, o aclamado.

Casamento
Era casada com o Inconfidente Alvarenga Peixoto. Na realidade, Alvarenga Peixoto e Bárbara Heliodora viveram juntos por algum tempo, e só se casaram, por portaria do Bispo de Mariana, em 22 de dezembro de 1781, quando Maria Ifigênia, filha do casal, já contava três anos de idade. Desta união ainda nasceram mais três filhos: José Eleutério, João Damasceno (Que mais tarde seria chamado de João Evangelista) e Tristão Antônio.
Em virtude de seu casamento com Alvarenga, e sua instantânea participação no movimento Inconfidente, Bárbara ganhou o título de "Heroína da Inconfidência Mineira".
Perdeu Maria Ifigênia, sua filha mais velha, quando esta ainda estava com seus 15 anos, e sofrera uma violenta queda de cavalo que causara sua morte, em virtude da viagem de volta de Campanha da Princesa para São Gonçalo do Sapucaí.


Participação da Inconfidência
a Aureliano Leite em "A Vida Heroica de Barbara Heliodora", "ela foi a estrela do norte que soube guiar a vida do marido, foi ela que lhe acalentou o seu sonho da inconfidência do Brasil … quando ele, em certo instante, quis fraquejar, foi Barbara que o fez reaprumar-se na aventura patriótica. Disso e do mais que ela sofreu com alta dignidade, fez com que a posteridade lhe desse o tratamento de Heroína da Inconfidência".

Pós-Inconfidência
Alguns anos depois, com a descoberta do movimento Inconfidente, Alvarenga Peixoto foi preso, sentenciado e declarado infame pela Coroa Portuguesa. Seus bens foram confiscados. Foi degredado para Ambaca, em Angola, na África, onde viera a falecer. A partir de então, Bárbara viria a morar com seus filhos e sua irmã.
Essas duas perdas foram umas das teorias usadas como motivo para atestar a suposta demência de Bárbara Heliodora. A poetisa viveu entre a vila de Campanha da Princesa e a de São Gonçalo do Sapucaí.

Teoria da demência
O capitão-de-mar e guerra Alberto Carlos da Rocha, no artigo publicado (sob as iniciais A.C.R.) em 11 de outubro de 1931, no periódico A Opinião de S. Gonçalo do Sapucaí, explica as razões da decretação da demência de Bárbara: com o propósito de se livrar da ameaça de sequestro e execução, ela "vendeu", por escritura de 27 de julho de 1809, os bens que ainda lhe restavam ao seu filho José Eleutério de Alvarenga. Ora, tal manobra, ao que parece, prejudicava a Fazenda Real; para que fosse anulada a citada escritura, Heliodora foi declarada demente. 

Morte
Bárbara viveu seus últimos anos na cidade sul-mineira de São Gonçalo do Sapucaí, onde mantinha propriedades com atuação na mineração e agricultura, comandadas em sociedade com seu compadre João Rodrigues de Macedo.
Na mesma cidade morreu em 24 de maio de 1819, sendo sepultada na Igreja Matriz da cidade, "das grades para cima"  

 
A certidão de óbito informa que Bárbara faleceu de tísica (tuberculose), e recebeu todos os sacramentos. Em meados da década de 1920 seus ossos foram trasladados para o cemitério local e ali enterrados em vala comum, sendo que o paradeiro de seus restos mortais até hoje é considerado incerto.
 
 
wilkipédia e indicação: Norma Aparecida Silveira Moraes
Enviado por billy brasil em 02/11/2014
Código do texto: T5020129
Classificação de conteúdo: seguro

 
VOU VER SE ENCONTRO MAIS INFORMAÇÃOES, MEU AVÔ PATERNO NOS CONTAVA SEMPRE ESTA HISTÓRIA, ELE TINHA CARTA ATÉ DE TIRADENTES GUARDADA, SUA MÃE MORREU COM 115 ANOS E MEU AVÔ COM 96. FIQUEI SABENDO QUE UM PRIMO MEU JOGOU A MAIORIA DA PAPELADA HISTÓRICA FORA, AFIRMAVA QUE MEU AVÔ GOSTAVA DE AJUNTAR LIXO, VÊ SE PODE.
     ***MEU AVÔ TINHA UM LIVRO DE EDMUNDO DANTES PASSOS QUE TRAZIA A CERTIDÃO DO CASAMENTO DE INÁCIO JOSÉ DE ALVARENGA PEIXOTO FILHO SIMÃO DE ALVARENGA BRAGA E MICAELA DA CUNHA, E DE BÁRBARA GUILHERMINA DA SILVEIRA PÁGINA 130.

     ANTEPASSADOS DO MEU AVÔ OU DESCENDENTES DE BÁRBARA HELIODORA
BARBARA HELEODORA ERA FILHA DE DOUTOR  JOSÉ DA SILVEIRA E SOUZA. EM MARIA JOSEFA BUENO DA CUNHA.
ALVARENGA FILHO DE SIMÃO DE ALVARENGA BRAGA E DONA ANGELA MICAELA DA CUNHA.

- ALVARENGA E BARBARA
HELIODORA TATARAVÓS  DE MEU AVÔ, PAIS DE

01- MANOEL INÁCIO DA SILVEIRA FILHO DE BÁRBARA ERA BISAVÔ DE MEU AVÔ.

02-EDUARDO JOSE DA SILVEIRA FILHO DE MANOEL INÁCIO ERA AVÔ DE MEU AVÔ, FRANCISCO EUZÉBIO DA SILVEIRA,

 03-JOVINO AUGUSTO FILHO DE EDUARDO JOSÉ DA SILVEIRA ERA PAI DE MEU AVÔ,  
FRANCISCO EUZÉBIO DA SILVEIRA, FILHO DE JOVINO AUGUSTO FILHO,

04- QUE POR SUA VEZ É
PAI DE JOSE HOMEM DA SILVEIRA MEU PAI.

05-EU NORMA APARECIDA SILVEIRA DE MORAES ESTOU NA QUINTA GERAÇÃO


 06-MINHA FILHA VANIA FOI A PRIMEIRA NASCIDA DA SEXTA GERAÇÃO...BELA HISTÓRIA, MUITO TRISTE, MEU AVÔ NÃO GOSTAVA MUITO DE FALAR SOBRE ISTO , MAS DEU UMA ENTREVISTA PARA O JORNAL, COMARCA DE SANTOS DUMONT, CIDADE MINEIRA ONDE RESIDIA,,, (DE ONDE RETIRO O QUE ESTOU ESCREVENDO)

     ALVARENGA PEIXOTO FOI PRESO E CONDENADA A MORTE, ELE ATÉ PODIA SE SALVAR SE DENUNCIASSE SEUS COMPANHEIROS
- NUNCA... DIZIA BÁRBARA " SERIA UMA TRAIÇÃO". PREFIRO A MORTE, A DESONRA A VIUVEZ, A ORFANDADE, MAS QUERO O TEU NOME LIMPO! PREFIRO OS MEUS BENS CONFISCADOS , MAS A TUA MEMÓRIA HONRADA! A ESCADA PARA O PATÍBULO É, MUITAS VEZES, O DEGRAU DA IMORTALIDADE...

A CONDENAÇAO A MORTE DE ALVARENGA PEIXOTO FOI COMUTADA PARA O DEGREDO DE ANGOLA. NEM MESMO DIANTE DE TANTOS GOLPES, BÁRBARA HELEODORA ACONSELHOU SEU MARIDO DENUNCIAR OS INCONFIDENTES . SUA FILHA MARIA EFIGENIA COM 15 ANOS NÃO RESISTIU E VEIO A FALECER. DO EXILIO VINHAM OS VERSOS DO INCONFIFENTE "
" TU, ENTRE OS BRAÇOS
TERNOS ABRAÇOS
DA FILHA AMADA
PODES GOZAR
PRIVA-ME A ESTRELA
DE TI E DE DELA
BUSCA DOIS MODOS
DE ME MATAR...(USAVAM MUITO LINGUAGEM EM CÓDIGOS PARA SE
COMUNICAREM, FOI AÍ QUE NASCERAM AS POESIAS)
     TANTOS FORAM OS DESGOSTOS QUE ACABRUNHARAM O CORAÇÃO DA LINDA BÁRBARA HELIODORA, QUE A TRISTE SENHORA ACABOU POR PERDER A RAZÃO, PRONUNCIANDO SEMPRE O NOME MARIDO EXILADO E DA FILHA MORTA, SEM FALAR QUE A COROA TOMOU-LHE OS BENS (ESCRAVOS, MINAS, TERRAS...)
DIZIA MEU AVÔ FRANCISCO EUZÉBIO DA SILVEIRA QUE ELA ACABOU SEM NADA, E VAGAVA PELAS RUAS...



AINDA PRETENDO COLHER ALGUM MATERIAL DA INTERNET PARA DEIXAR A HISTÓRIA MAIS COMPLETA, VOU PROCURAR ESTA POESIA COMPLETA E COLOCÁ-LA AQUI TAMBÉM.
O QUE ESCREVI FOI RETIRADO DO ARTIGO DE JORNAL QUE TENHO COMIGO, LEMBRANÇA DE MEU AVÔ.

MAIS UM POUCO
 
 
Inácio José de Alvarenga Peixoto
Nascimento 1 de Fevereiro 1742
Rio de Janeiro  Brasil
Morte 27 de agosto de 1792
Ambaca  Angola
Nacionalidade
 Brasileiro

AlvarengaPeixoto.jpg
Inácio José de Alvarenga Peixoto, advogado e poeta brasileiro. Foi detido e julgado por participar da Inconfidência Mineira, tendo sido condenado ao degredo perpétuo na África. A Alvarenga Peixoto é atribuída a autoria da inscrição latina na bandeira de Minas Gerais: Libertas quae sera tamen  .

Nascido na cidade do Rio de Janeiro, era filho de Simão Alvarenga Braga e Ângela Micaela da Cunha. Estudou no Colégio dos Jesuítas do Rio de Janeiro, chamado Humberto de Souza Mello. Tendo se transferido para Portugal, onde obteve o Bacharelato, com louvor, em Direito na Universidade de Coimbra. Aí conheceu o poeta Basílio da Gama, de quem se tornou amigo.
No Reino exerceu o cargo de juiz de fora na vila de Sintra. De volta ao Brasil, o de senador pela cidade de São João del-Rei, na capitania de Minas Gerais. Aí também exerceu o cargo de ouvidor da comarca de Rio das Mortes e desposou a poetisa Bárbara Heliodora Guilhermina da Silveira, com quem teve quatro filhos: Maria Ifigênia, José Eleutério, João Damasceno (que posteriormente mudara o nome para João Evangelista) e Tristão de Alvarenga.
Frequentava a então Vila Rica. Deixou a magistratura, ocupando-se da lavoura e mineração na região do sul de Minas Gerais, mais especificamente nas cidades de Campanha e São Gonçalo do Sapucaí, última cidade esta onde despendeu quase toda sua fortuna para a abertura de um canal de cerca de 30 quilômetros para abranger as melhores minas de ouro do arraial e fazer a lavagem das terras .
Foi amigo dos poderosos da época e partilhava com os demais intelectuais de seu tempo idéias libertárias advindas do Iluminismo. Entre essas personalidades destacam-se os poetas Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga (seu parente), o padre José da Silva e Oliveira Rolim, o militar Joaquim José da Silva Xavier (o "Tiradentes"), e Joaquim Silvério dos Reis, que delataria os conjurados.
Pressionado por dívidas e impostos em atraso, acabou por se envolver na Inconfidência Mineira. Denunciado, detido (prisioneiro na Ilha das Cobras ), julgado e condenado, foi deportado para Angola, onde veio a falecer.
A sua diminuta obra inscreve-se entre a dos poetas do Arcadismo, e foi recolhida por Rodrigues Lapa. Apresenta alguns dos sonetos mais bem acabados do Arcadismo no Brasil. A temática amorosa foi uma das vertentes da sua poesia, em que também se observa uma postura crítica quanto à sociedade da época.
wilkipédia e indicação: Norma Aparecida Silveira Moraes
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 VIVERAM EM SANTOS DUMONT UM DESCENDENTE DE 
BÁRBARA HELEODORA E ALVARENGA PEIXOTO, MEU AVÔ PATERNO
O TRECHO ABAIXO É O CONTEÚDO DO ARTIGO DE JORNAL ABAIXO

VEJA O CRONOGRAMA 
MEU AVÔ ESTAVA COM 83 ANOS E VOVÒ ANA COM 78 ANOS
SEGUE ENTÃO O TRECHO DA ENTREVISTA
Meu avô Francisco Euzébio da Silveira começa com os versos
Bárbara bela
Do Norte a estrela
Que meu destino
Sabes guiar


Não há quem não conhece os lindos versos de Alvarenga Peixoto, dedicados a sua bem amada Barbara Heliodora da história de São João Del Rei Minas Gerais
Na entrevista meu avô afirma ser descendente direto da Bárbara Heliodora, esposa de Alvarenga Peixoto, o Poeta da Inconfidência.
Meu avô vivia com Vovó Ana e tio Odilon na Avenida Coronel Jose Guilherme de Almeida, 787, no bairro Graminha. Ele era dono do Hotel, Helite Hotel, que ficava no centro da cidade.
foi em sua residência que mostrou o livro, escrito por Edmundo Dantas Passos, com uma dedicatória de 1964 para Idelfonso
o livro traz na pagina 130 a cópia da certidão do Casamento de Inácio José de Alvarenga Peixoto com Barbara Heleodora Guilhermina da Silveira.
 
“Aos 22 de dezembro de 1781, no  oratório do Sr José da Silveira Souza, por portaria do excelentíssimo e reverendíssimo senhor Dom Frei Domingos da Encarnação Pantével, Bispo deste bispado, cometida ao Reverendo Carlos Corrêia de Toledo e Melo, Vigário colado da Vila de São José, desta Comarca, com dispensa total de banhos e feitas as diligências pelo mesmo reverendo Carlos Corrêia de Tolêdo, em presença das testemunhas, o Sargento-mor, Luis Vaz de Toledo e José Maria de Souza, filho de dito José da Silveira e Souza, administrou o sacramento do matrimônio, que por palavras presentes celebraram o Doutor INÁCIO JOSÉ ALVARENGA PEIXOTO, filho legítimo de Simão Alvarenga Braga e Dona Angela Micaela da Cunha, natural e batizado na cidade do Rio de janeiro e Dona BÁRBARA HELEODORA GUILHERMINA DA SILVEIRA, FILHA LEGÍTIMA  do Doutor José da Silveira e Souza, nas casas de sua morada, nesta Vila de São João Del Rei, lhes deu as bênçãos da forma do ritual romano, o que tudo me constou sobre certidão de jurado sobre dito Vigário, o Coedjutor José Pinto da Silva”
Dentro de uma palestra agradável Francisco Euzébio da Silveira, que é natural de Oliveira Fortes, foi falando sobre os descendentes da famosa Bárbara Heliodora, imortalizada nos versos de seu marido.

JOSÉ DA SILVEIRA E SOUZA- PAI DE BARBÁRA E 4° AVÓ (QUARTA) DE FRANCISCO EUZÉBIO DA SILVEIRA
BARBARA HELIODORA- FILHA DE JOSÉ DA SILVEIRA E TATARAVÔ DE FRANCISCO EUZÉBIO DA SILVEIRA
MANUEL INÁCIO DA SILVEIRA- FILHO DE BÁRBARA HELEODORA E BISAVÓ DE FRANCISCO INACIO DA SILVEIRA
EDUARDO JOSÉ DA SILVEIRA- FILHO DE MANOEL INÁCIO DA SILVEIRA E AVÔDE FRANCISCO INÁCIO DA SILVEIRA
JOVINO AUGUSTO DA SILVEIRA- FILHO DE EDUARDO JOSÉ DA SILVEIRA E PAI DE FRACISCO EUZÉBIO DA SILVEIRA   
FRANCISCO EUZÉBIO DA SILVEIRA- FILHO DE JOVINO AUGUSTO DA SILVEIRA E 4° NETO DE BÁRBARA HELIODORA
 
Francisco Euzébio da Silveira continua enumerando seus descendentes até a sua bisneta Vânia, com seus dezesseis anos de idade (época que foi feita a entrevista) 1992

Saímos da casa de Francisco vivendo o clima de Inconfidência Mineira com Alvarenga Peixoto preso e condenado a morte, confidenciando a sua amada esposa que poderia se salvar de denunciasse seus companheiros...
“Nunca disse ele. “ Seria uma traição. Prefiro a morte, a desonra, a viuvez, a orfandade, mas quero o teu nome limpo! Prefiro meus bens confiscados. Mas a tua memória honrada! A escada para o patíbulo é, muitas vezes o degrau da imortalidade.
A condenação a morte Alvarenga Peixoto foi comutada para o degredo em Angola.
Nem diante de tantos golpes, Barbara H. aconselhou ao marido a denunciar os Inconfidentes.  Sua linda filha Maria Efigênia, com 15 anos não resistiu e veio a falecer. Do exilio vinham os versos inconfidente
“Tu, entre os braços
Ternos abraços
Da filha amada
Podes gozar
Priva-me a estrela
Busca dois modos
De me matar”
Tantos foram os desgosto que acabrunharam o coração da linda Bárbara Heliodora. Que a triste senhora acabou por perder a razão, pronunciando sempre o nome do marido exilado e o da filha morta
Francisco Euzébio da Silveira vive há muitos anos em Santos Dumont. Veio de Oliveira Fortes e assumiu a direção de Hotel Elite
 Na verdade meu avô viveu logo que se casou com minha avó Ana Rocha da Silveira no município de Paiva, numa fazenda, aonde plantava, café, milho, feijão, arroz, e tinha a máquina de descascar arroz e moinho de fubá, prestando este serviço ao povo local. Depois mudou para Santos Dumont, aonde netão era o dono do Hotel Elite
 
Sabe guiar


 Entrevista em 1992 para Comarca de Santos Dumont- Minas Gerais
A Vânia citada em sua entrevista é minha filha e primeira bisneta.
Na verdade eu Norma da sexta geração.
02/02/2020
Poeta Olavoqui., 6 de fev. 15:03 (há 1 dia)
para mim
Prezada Norma,
Gostei de saber da sua descendência. Não à toa és amante das letras.
Em anexo a biografia do Alvarenga Peixoto, como também, logo a seguir, a da Bárbara Heliodora que foi publicada na minha trova de hoje "RUSGAS".
Agradeço suas participações nas minhas páginas, cujos comentários e interações nos incentivam para continuar com esta mania maravilhosa de falar de amores em poesias.
Fique com Deus e saúde com todos os seus.
Abraços poéticos. OLAVO NASCIMENTO
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Alvarenga Peixoto (1744/1792)
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Inácio José de Alvarenga Peixoto foi um poeta e advogado brasileiro natural do Rio de Janeiro (RJ) e um dos principais articuladores da Inconfidência Mineira. Foi detido e julgado por participar desse movimento revolucionário, tendo sido condenado ao degredo perpétuo na África. Poeta do Brasil Colônia, foi jurista e ouvidor. Fez parte dos poetas que viveram em Minas Gerais e se destacaram pelo estilo poético denominado Arcadismo. Filho do português Simião de Alvarenga Braga e da brasileira Ângela Micaela da Cunha Peixoto, iniciou seus estudos no colégio dos Jesuítas em sua cidade natal. Com nove anos mudou-se para a cidade de Braga, Portugal, onde concluiu o curso secundário. Seguiu para Coimbra, onde estudou Direito, formando-se em 1769. Em Portugal, Alvarenga Peixoto exerceu a magistratura na Vila de Sintra, onde permaneceu até 1772. Nessa época escreve um poema em louvor ao Marquês de Pombal. De volta ao Brasil, em 1776, fixou residência em Rio das Mortes (atual São João Del Rei), em Minas Gerais, onde foi nomeado ouvidor. Em 1781 casou-se com a poetisa Bárbara Heliodora, com quem teve quatro filhos. Após abandonar o cargo de ouvidor, Alvarenga Peixoto passou a se dedicar à mineração, numa época em que Minas Gerais vivia a febre do ouro e dos diamantes. Era proprietário de larvas no sul de Minas. Em 1785 foi nomeado coronel do Primeiro Regimento de Cavalaria da Campanha do Rio Verde, pelo governador da capitania de Minas Gerais, Luís da Cunha Menezes. Alvarenga Peixoto além de se dedicar à poesia, não deixava de discutir as questões políticas da época e se envolveu com a Inconfidência Mineira. A ele se atribui a bandeira dos inconfidentes, com o verso de Virgílio, “Libertas quae sera Tamen” (A Liberdade ainda que tardia), palavras que serviram de lema à Inconfidência. O movimento fracassou e Alvarenga foi preso na Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro e depois deportado para Angola, em 1792. Nessa época, além de inserir em seus versos elementos da realidade brasileira, os poetas faziam referência também a ninfas, deuses, pastores e rebanho de gado – elementos típicos do Arcadismo europeu. Encontram-se também referências à mineração e às paisagens mineiras. Devido ao confisco de seus bens, muitas de suas obras se perderam e pouca coisa restou. A obra do poeta consta de 33 composições, sendo vinte e cinco sonetos de caráter laudatório - dedicados a exaltar uma figura ou um fato público - como a “Ode à Rainha D. Maria I”, monarca de Portugal. Alguns de seus sonetos refletem o encarceramento, caracterizados pela profunda amargura que lhe atingiu a condenação. Outros se revestem de tom confessional e triste, em consequência da separação familiar. Entre eles destacam-se: “A Dona Bárbara Heliodora”, “Estela e Nise”, “A Maria Efigênia” (sua filha), “A Alteia”, “A Lástima” e “A Saudade”. Alvarenga Peixoto faleceu em Angola, na África, no dia 7 de agosto de 1792, dois meses após sua prisão.
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Bárbara Heliodora Guilhernina da Silveira (1759/1819)
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Foi uma poetisa, mineradora e ativista política brasileira natural de São João del-Rei (MG). Era filha de José da Silveira e Sousa e de Maria Josefa Bueno da Cunha, mas para alguns estudiosos, era descendente de uma das famílias paulistas mais ilustres: a de Amador Bueno, o aclamado. Era casada com o Inconfidente Alvarenga Peixoto. Na realidade, Alvarenga Peixoto e Bárbara Heliodora viveram juntos por algum tempo, e só se casaram, por portaria do Bispo de Mariana, em 22 de dezembro de 1781, quando Maria Ifigênia, filha do casal, já contava três anos de idade. Desta união ainda nasceram mais três filhos: José Eleutério, João Damasceno (Que mais tarde seria chamado de João Evangelista) e Tristão Antônio. Em virtude de seu casamento com Alvarenga, e sua instantânea participação no movimento Inconfidente, Bárbara ganhou o título de "Heroína da Inconfidência Mineira". Perdeu Maria Ifigênia, sua filha mais velha, quando esta ainda tinha 13 anos de idade, e sofrera uma violenta queda de cavalo que causara sua morte, em virtude da viagem de volta de Campanha da Princesa para São Gonçalo do Sapucaí. Para o escritor Aureliano Leite em sua obra "A Vida Heróica de Barbara Heliodora", "ela foi a estrela do norte que soube guiar a vida do marido. Foi ela que lhe acalentou o seu sonho da inconfidência do Brasil. Quando ele, em certo instante, quis fraquejar, foi Bárbara que o fez reaprumar-se na aventura patriótica. Disso e do mais que ela sofreu com alta dignidade, fez com que a posteridade lhe desse o tratamento de Heroína da Inconfidência. Por ser esposa de um dos principais mentores do levante, presume-se que Bárbara também atuara na conjuração. Acredita-se que algumas reuniões tenham se dado na casa de Alvarenga, tão logo se imagina a participação da poetisa. Nos interrogatórios dos Autos da Devassa da Inconfidência Mineira se nota que os réus, em seus depoimentos, visavam resguardar suas esposas ou companheiras nas delações. Por isso não há prova histórica de sua participação no movimento. No entanto, se houve de fato participação de Bárbara no episódio da Inconfidência, torna-se Heliodora a primeira mulher no Brasil a participar de um movimento político. Alguns anos depois, com a descoberta do movimento Inconfidente, Alvarenga Peixoto foi preso, sentenciado e declarado infame pela Coroa Portuguesa. Seus bens foram confiscados. Foi degredado para Ambaca, em Angola, na África, onde viera a falecer. A partir de então, Bárbara viria a morar com seus filhos e uma irmã. Essas duas perdas foram umas das teorias usadas como motivo para atestar a suposta demência de Bárbara Heliodora. A poetisa viveu na vila de Campanha da Princesa, entre sua sede e o arraial de São Gonçalo. O capitão-de-mar e guerra Alberto Carlos da Rocha, no artigo publicado (sob as iniciais A.C.R.) em 11 de outubro de 1931, no periódico A Opinião de S. Gonçalo do Sapucaí, explica as razões da decretação da demência de Bárbara: com o propósito de se livrar da ameaça de sequestro e execução, ela "vendeu", por escritura de 27 de julho de 1809, os bens que ainda lhe restavam ao seu filho José Eleutério de Alvarenga. Ora, tal manobra, ao que parece, prejudicava a Fazenda Real; para que fosse anulada a citada escritura. Heliodora foi declarada demente. Bárbara viveu seus últimos anos na vila sul-mineira de Campanha da Princesa, na localidade e atual município de São Gonçalo do Sapucaí, onde mantinha propriedades com atuação na mineração e agricultura, comandadas em sociedade com seu compadre João Rodrigues de Macedo. Alvarenga Peixoto, esposo de Bárbara, era muito amigo do contratador Macedo, tendo a amizade se estendido a Bárbara após o degredo e morte do inconfidente. Quando do sequestro de seus bens pela Coroa, Bárbara declarou aos oficiais ser casada em regime de comunhão de bens, de modo que conseguiu alienação apenas de uma parte de seus bens. A pedido de Bárbara, Macedo arrematou em leilão a outra metade, pertencente a Alvarenga, e devolvido a Bárbara Heliodora. Ela seguiu nas atividades de agricultura e mineração até sua morte. A produção literária de Bárbara Heliodora é bastante reduzida e controvertida. A ela são atribuídos os poemas Conselhos a meus filhos e um soneto dedicado a Maria Ifigênia, mas nem todos os estudiosos são unânimes nesta atribuição. Se de fato a autoria de tais escritos de Bárbara for historicamente comprovada, isso faz da esposa de Alvarenga Peixoto a primeira poetisa do Brasil. Bárbara morreu em São Gonçalo do Sapucaí no dia 24 de maio de 1819, sendo sepultada na Igreja Matriz da cidade, "das grades para cima". A certidão de óbito informa que Bárbara faleceu de tísica (tuberculose), e recebeu todos os sacramentos. Foi envolta no hábito de Nossa Senhora do Carmo e acompanhada até a sepultura por nove sacerdotes que lhe fizeram ofício de nove lições e missa de corpo presente. Em meados da década de 1920 seus ossos foram trasladados para o cemitério local e ali enterrados em vala comum, sendo que o paradeiro de seus restos mortais até hoje é considerado incerto.
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De: "Recanto das Letras" <recantodasletras@recantodasletras.com.br>
Enviada: 2020/02/05 02:32:32
Para: 
olavo-nascimento@bol.com.br
Assunto: Comentário: "SEIOS" -- A TROVA DO DIA - CCXCVIII
 
05/02/20 02:32 - Norma Aparecida Silveira Moraes

Poeta se puder me envie está biografia para que eu possa colocar na
biografia dos meus antepassados. Bárbara Heliodora da Silveira e
Alvarenga Peixoto faz parte da história de meu avô paterno.


 
 
 
 
 Creio que herdei de meus antepassados a veia artísitca de escrever e compor poesia
 
 
 
 
 
 


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


 
Norma Aparecida Silveira Moraes, BILLY BRASIL e Poeta Olavo
Enviado por Norma Aparecida Silveira Moraes em 03/11/2014
Alterado em 07/02/2020
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Norma Aparecida Silveira de Moraes ENERGIA POSITIVA ,FÉ, PAZ E AMOR.